quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Censura não combina com cerveja e rock and roll.

Política não combina com boa cerveja, mas o Rock and Roll tem historicamente o poder de questionar políticos e governos, em todo o planeta. A banda brasileira Titãs criou um clássico do rock politizado, a música "Vossa Excelência"
Em momento eleitoral vale a pena ver o vídeo:


O Brasil é um país democrático, com liberdade de expressão! Caso você acredite neste pensamento, você já conhecia a música "Vossa Excelência" dos Titãs? E se conhecia, quantas vezes ouviu a música na televisão ou no rádio? Pense bem e pare um minuto,..., você ainda acredita que vivemos em um país de pensamentos livres?

sábado, 18 de setembro de 2010

Uma foto, um mito, muitas saudades.


Foto: Calçada da fama - Maracanã - Rio de Janeiro (RJ)- Brasil.
(Acervo pessoal de Tarcísio Vascão).

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Chopp Artesanal em São Paulo.


Cervejeiros amigos, que estão cansados de beber as famigeradas cervejas populares brasileiras e tulipas de chopp sem alma e sem corpo, uma boa opção em São Paulo é a Cervejaria Braugarten. Lá encontramos uma boa opção de cervejas importadas, muitas delas puro malte, além é claro do chopp artesanal da casa.


Conhecemos as duas opções de chopp da casa, o chopp claro "estilo pilsen" e o escuro.


O chopp Braugarten claro é muito bom, corpo, aroma e amargor pouco comum ao chopp comercial brasileiro, vale muito experimentar, não perca. O chopp escuro tem aroma e corpo interessantes, porém pecando pelo sabor mais adocicado, lembrando a tradição brasileira de exagerar no caramelo das cervejas escuras. Na minha opinião vale só para conhecer, por isso indico repetir preferencialmente o chopp Braugarten claro!


Para degustar um chopp paulistano, que tal uma banda símbolo do rock paulistano, o IRA, mandando ver no clássico "Dias de Luta". Som na caixa!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Brooklyn Brown Ale - Uma excelente representante da escola americana de cervejas.


Cervejaria Brooklyn - New York - USA.
Cerveja Estilo Brown Ale.
Teor alcoólico: 5,6% ABV.

Maravilhosa combinação de lúpulos com malte torrado, certamente uma das melhores cerveja do estilo Brown Ale. Muito equilibrada e com aroma bastante interessante, com carbonatação e corpo médios. Toques de caramelo com final seco e amargo, percebendo-se café e chocolate de forma suave.

Para acompanhar a degustação da Brooklyn Brown Ale sugiro um vídeo de uma típica banda americana de "Glam Metal", estilo típico do Heavy Metal de Los Angeles nos anos 80. A banda Motley Crue, ao vivo no US Festival, mandando ver na versão pesada do clássico dos Beatles, a antológica "Helter Skelter". Saúde!

sábado, 7 de agosto de 2010

Otro Mundo Nut Brown Ale.



Cerveja artesanal argentina "garimpada" durante estadia em Buenos Aires.
Tipo: English Brown Ale.
Teor alcoólico: 6% abv.

Descrição da cerveja (espanhol): Utilizando los más nobles ingredientes naturales, nuestros maestros cerveceros aprovecharon la experiencia de generaciones para lograr esta cerveza oscura de fermentación alta, con reminiscencias de chocolate amargo, tonos acaramelados y sabores ligeros a cereal tostado y frutas secas.

Minha opinião: Cerveja boa, com toques de caramelo e chocolate, corpo médio, com amargor discreto, e que tem no paladar tostado seu grande destaque.

Para acompanhar a Otro Mundo Nut Brown Ale, sugiro um vídeo do encontro entre Guns and Roses e a banda Aerosmith, coisa do outro mundo!

Curtam:

sábado, 31 de julho de 2010

Buller Brewing Company - Buenos Aires - Argentina.



Buenos Aires, famosa pelos seus vinhos, também tem tradição em cervejas artesanais.
A cervejaria Antares, por exemplo, já é bastante conhecida, inclusive fora do país, apesar do domínio de mercado da argentiníssima e comercial Quilmes.
A nossa viagem para Buenos Aires, em plena Copa do Mundo de 2010, não poderia deixar fora do roteiro uma visitação a um local cervejeiro típico, no caso o Brew Pub Buller, localizado no coração boêmio da Recoleta.

Experimentamos os seis tipos de cerveja da casa, alguns em generosos Pints, e o destaque ficou para a Honey Beer, certamente a melhor artesanal com base de mel que já tomei, refrescante e complexa. A Oktoberfest também é maravilhosa, merecendo nossa repetição. De todas, a menos interessante foi a Hefeweissen, decepcionando meu paladar, apaixonado por cervejas de trigo. Agora, todas as seis dão de vinte a zero nas monopolistas brasileiras feitas com os famigerados cereais não maltados.

Foto: O famoso Kit degustação da Buller.

Final de semana de Copa do Mundo, e acompanhamos a vitória da Argentina sobre o México pelas Oitavas-de-finais do Mundial. Certamente não poderíamos deixar de presenciar a festa dos argentinos em pleno Obelisco, local tradicional das comemorações futebolísticas em Buenos Aires.

Futebol e cerveja artesanal, tudo a ver!

Dica: Amigos, quando forem para Buenos Aires, não fiquem somente nos vinhos, conheçam algumas cervejas artesanais argentinas!

Fotos: Arquivo pessoal de Tarcísio Rezende (Vascão).

terça-feira, 13 de julho de 2010

13 de Julho - Dia do Rock.

Foto: Palco do Live Aid no Estádio de Wembley - London - 1985.

Foto: Freddy Mercury, vocalista do QUEEN, astro maior do Live Aid.

Há 25 anos, 13 de julho é dia de comemoração para os fãs de rock and roll. A data para a celebração foi escolhida porque neste dia, em 1985, aconteceu o Live Aid, festival com espetáculos simultâneos na Inglaterra e nos Estados Unidos e que tinha como objetivo arrecadar dinheiro para as pessoas que sofriam com a fome na Etiópia. O festival reuniu nomes de peso, como Led Zeppelin e Queen, e ainda contou com milhões de telespectadores, que assistiram de suas casas os monstros do rock unidos em prol de uma causa nobre.

Foto: Antologia com o reencontro do LED ZEPPELIN.

Mas a história do rock começa muito antes da década de 80. O ritmo nasceu na década de 50 e, ironicamente, já foi declarado morto uma centena de vezes. Mas verdade seja dita: o rock nunca morreu, e provavelmente nunca morrerá, já que é um dos estilos de música com maior habilidade para se reinventar a cada década.

Foto: Diana, Charles e Bob Geldof na abertura do Live Aid.

O rock é daqueles ritmos difíceis de classificar, ele não tem uma só cara, muito menos um só acorde. Vai das baladinhas dos primeiros anos dos Beatles, nos anos 60, até os sons distorcidos do punk nos anos 80. Ele começa com o rebolado de Elvis, nos anos 50, e vai até os gritos de Kurt Cobain nos anos 90. Tudo isso sem escala, sem parar para pensar. O rock é assim, multifacetado.

sábado, 3 de julho de 2010

Cervejas "Pé frio".

As campanhas publicitárias de gosto bastante duvidoso das cervejas brasileiras criaram nesta Copa do Mundo um apelo exagerado de rivalidade com a Argentina, totalmente artificial e desnecessário. Cervejas que tentam convencer de sua qualidade em propagandas que envolvem a emoção com um humor de terceira categoria, mas que na verdade não seguem as Leis de Pureza das Cervejas Puro Malte, entupindo os brasileiros com seus cereais não malteados.

Os argentinos criativamente estão respondendo a provocação gratuita, vejam o vídeo:


Curioso, uma das nossa cervejas "populares" já tinha prontinho o comercial da derrota para a Holanda, enaltecendo a Copa de 2014. Isso é que é confiança na nossa seleção!!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Cerveja e Copa Mundo, tudo a ver!

Amigos, estive em cinco Copas do Mundo, mas a da Alemanha em 2006 foi certamente a mais cervejeira de todas. Entre muitas histórias, escolhi uma de Munique, Capital da Cerveja, para publicar no blog. Viva a Copa do Mundo!!



Copa da Cerveja.

Alemanha 2006, a Copa do Mundo no país da cerveja. Admirador da bebida, optei pela estadia em Munique, terra da famosa Oktoberfest, e centro da maioria das grandes cervejarias do país.

A rotina dos torcedores presentes ao Mundial sempre estava relacionada com a cerveja, nas suas maravilhosas variedades, e nomes como Weiss, Weizen, Bock, Pilsen, Rauchbier, Kölsch, entre outros, faziam parte das comemorações ou lamentações das torcidas de todos os países participantes. A “generosidade” dos grandes copos e canecos alemães, muitos com capacidade de 1 litro, transformavam os encontros das torcidas em momentos de risos, dança e confraternização, uma “Torre de Babel alcoolizada”.



Lembro de muitos momentos divertidos, mas o destaque de minhas participações nas festas das torcidas aconteceu em Munique, no dia 24 de junho de 2006, quando pelas oitavas-de-final a cidade recebeu o jogo Alemanha 2 x 0 Suécia. O dia foi todo especial, um clima de festa iniciado já no café da manhã dos hotéis, e que rapidamente tomou conta das ruas e parques. Estádio Allianz Arena lotado, assim como os telões espalhados pela cidade.

A bela exibição da seleção anfitriã, vencendo os fortes suecos com dois gols de Podolski, foi a senha que faltava para transformar Munique em um gigantesco baile de Carnaval, sem samba mas com muita música típica da região da Bavária. E nossa escolha para comemoração pós-jogo não poderia ter sido melhor, a tradicional cervejaria Hofbräuhaus München, uma das referências mundiais para a cerveja “puro malte”, característica da “Lei de Pureza” das cervejas alemãs, que diferentemente de muitas cervejas comerciais brasileiras, não mistura cereais não maltados como milho e arroz, valorizando a pureza e o sabor dos maltes de cevada e lúpulos.



Os momentos dentro da cervejaria são inesquecíveis, torcedores de quase todas as seleções com suas camisas e bandeiras, dançando juntos, subindo em cima das longas mesas de confraria, ao som de uma típica e animada banda bávara. O momento da entrada de um grupo de torcedores suecos no recinto da Hofbräuhaus simbolizou muito bem o espírito de confraternização e “Fair play” que envolve as Copas do Mundo. Derrotados e eliminados do torneio, chegaram cantando, sorridentes e fantasiados, entrando rapidamente no “baile”, sendo recebidos com aplausos e gritos de “Lukas Podolski”, provocação pacífica seguida das gargalhadas de todos os torcedores.

A Copa de 2010 tem tudo para ser mais um grande momento de paz e festa, não somente na África do Sul, mas também aqui no Brasil, e para isso os torcedores devem comemorar muito, mas sempre com respeito ao próximo e às diferenças, lembrando também de uma regra básica: se beber, não dirija!

Fotos: Acervo pessoal de Tarcísio Vascão.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Guns and Roses ao Vivo em São Paulo - O digno retorno do mito Axl Rose.

Foto: Axl Rose ao vivo.

Foi diante de um Palestra Itália lotado --38 mil pessoas no total, segundo a organização do evento-- que o Guns N' Roses começou, por volta das 0h45 deste domingo (14) em São Paulo, o terceiro show da turnê de "Chinese Democracy" no Brasil, que já passou por Brasília e Belo Horizonte.

Antes disso, porém, as bandas paulistanas Rock Rocket e Forgotten Boys aqueceram os ânimos da volumosa plateia para a entrada de Sebastian Bach, convidado de Axl Rose para abrir os cinco shows do Guns no país. O músico subiu ao palco às 21h45 e, ao lado de sua banda de apoio, fez uma apresentação muito decente. Empolgado, Bach mostrou o ânimo dos tempos de Skid Row e, durante 1h30, apresentou hits de sua antiga banda, além de algumas canções de "Angel Down", seu novo álbum solo.

Após muita espera por parte dos fãs, o Guns N' Roses apareceu quase à 1h da manhã para fazer seu terceiro show no país. Pouco após iniciar a apresentação com "Chinese Democracy", Axl interropeu o show para brigar com alguém do público, ameaçando que ele e seus "rapazes poderiam ir embora a qualquer momento". Passada a tensão, o show seguiu com três hits na sequência: "Welcome To The Jungle", "It's So Easy" e "Mr. Brownstone".
Foto: Superpalco do Guns.

Axl Rose esbanjou bom humor e simpatia e, apesar de sua fama de difícil, conversou com o público, sorriu, arranhou no português e até pediu para que as pessoas não se amontoassem com exagero na frente do palco, para que "todos tivessem uma grande noite". O líder do Guns também se explicou sobre o fato de não ter aparecido na apresentação surpresa que a banda faria nesta quinta (11) em SP. "Eu estava com a voz muito ruim e tinha que pensar em qual show deveria fazer. Decidi dar prioridade a vocês. Eu não conseguiria dizer 'não' a todos vocês", comentou, arrancando aplausos dos fãs.

Mas o que mais chama a atenção é a voz de Axl. A intensidade presente no começo da apresentação, quando o vocalista alcança agudos invejáveis, logo dá lugar a uma voz frágil, distante daquela que fez dele um vocalista singular. Talvez pelo grande número de canções no setlist, o cantor de 48 anos não conseguiu manter a voz e, após uma dezena de músicas, apresentou cansaço e fraqueza nas cordas vocais, que mais tarde se tornariam uma rouquidão da qual o próprio Axl se desculpou.

Ainda assim, é inegável a força de canções como "Sweet Child O' Mine", "November Rain" e "Patience" --os melhores momentos da apresentação ao lado das covers "Live And Let Die" e "Knockin' On Heaven's Door"--, principalmente quando executadas junto das faixas mais arrastadas de "Chinese Democracy", o trabalho mais recente de Axl com a banda. A extensa apresentação terminou por volta das 3h20 com o hit "Paradise City" e uma chuva de serpentina e papel picado.

Fonte: FLÁVIO SEIXLACK (UOL MÚSICA).

Veja as músicas tocadas pelo Guns N' Roses em São Paulo:

"Chinese Democracy"
"Welcome To The Jungle"
"It's So Easy"
"Mr. Brownstone"
"Sorry"
"Better"
Solo de Richard Fortus
"Live And Let Die"
"If The World"
"Rocket Queen"
Solo de Dizzy Reed
"Street Of Dreams"
"I.R.S."
Solo de DJ Ashba
"Sweet Child O' Mine"
"You Could Be Mine"
Solo de Axl Rose no piano
"November Rain"
Solo de Bumblefoot
"Knockin' On Heaven's Door"
"Nightrain"

"Madagascar"
"Shackler's Revenge"
"This I Love"
"Patience"
"Paradise City"

Depoimento de um fã - Tarcísio Vascão:
Tive o privilégio de assistir ao vivo três shows do Guns and Roses.
O primeiro foi antológico, no auge da banda, ainda com Slash e Axl genial e jovem, durante o Rock in Rio II. O mundo se curvava para os "malucos" do Guns. (Nota 10).
O segundo show foi deprimente, no Rock in Rio III, com Axl gordo feito um porco, bebendo 2 garrafas de tequila por dia na piscina do Copacabana Palace (fonte: informação de jornais da época). Sem voz, sem fôlego e sem identidade. (Nota 5).
Felizmente veio o show de 2010 e Axl, mesmo sem a mesma voz da juventude, recuperou sua alto estima, bem preparado fisicamente e com uma ótima banda para segurar o mais puro Rock and Roll, marca registrada do Guns. (Nota 9).
Uma verdadeira redenção de um dos últimos "rock stars" da história da música. Os fãs do rock and roll agradecem!!!

Shows como o do Guns and Roses merecem cerveja melhor, ninguém merece ser obrigado a consumir a Antarctica Sub-Zero. Promotores, vamos melhorar as cervejas dos shows de rock! Saúde!!!